22 dezembro, 2005

Cinderela. Era uma vez...


Já não se iniciam histórias com o tradicional "Era uma vez..."
- Ora vejam como os nossos jovens hoje contam uma história infantil:

"Há bués da time havia uma garina cujo cota já tinha esticado o
pernil e que vivia com a chunga da madrasta e as melgas das filhas
dela.
A cinderela, Cindy p'ós amigos, parecia que vivia na prisa, sem
tempo para sequer enviar uns mails.
Com este desatino, só lhe apetecia dar de frosques, porque a madrasta fazia-lhe bué da cenas.
É então que a Cindy fica a saber da alta desbunda que ía acontecer: uma party!!
A gaja curtiu tótil a ideia, mas as outras chavalas cortaram-lhe as bases.
Ela ficou completamente passadunte, mas depois de andar à toa durante um coche, apareceu-lhe uma fada baril que lhe abichou uma farda baita bacana e ela ficou a parecer uma g'anda febra.
Só que ela só se podia afiambrar da cena até ao bater das 12.
A tipa mordeu o esquema e foi para a borga sempre a abrir.
Ao entrar na party topou um mano cheio do papel, que era bom comó milho e que também a galou.
Aí a Cindy passou-se dos carretos e desbundaram "ól naite long" até que ao ouvir as 12 ela teve de se axandrar e bazou.
O mitra ficou completamente abardinado quando ela deu de fuga e foi atrás dela, mas só encontrou pelo caminho o chanato da dama.
No dia seguinte, com uma alta fezada, meteu-se nos calcantes e foi à procura de um chispe que entrasse no chanato.
Como era um alta cromo, teve uma vaca descomunal e encontrou a maluca, para grande desatino das outras fatelas que tiveram um g'anda vaipe quando souberam que eles iam juntar os trapos.
No fim, a garina e o chavalo curtiram largo e foram bueréré de felizes tendo bué da chavalinhos curtidos."

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