15 dezembro, 2014

Compadre Jodé escreveu "Carta ao Pai Natal"

Meu q’rido Pai Natal do Crassão
Iscrevo esta duas letrinhas, nã pa saber c’ma vais de saúde, pui sei que nã izistes, mas c’ma au jênte q’acredita em ti antão aqui vai este pedido:
Se vieres á Madeira, vem despuis do dêa 19, que nesse dêa vai haver guerra nesta Ilha! O povo vai andar atarefado a fazer ui votos no PPD na Madeira! A modos q’Alberto João vai se reformar e o Miguel Albuquerque da câmbra prepara-se pa se sentar no lugar dele, a menos q’o Manel Antoino nã deixe. A coisa tá mais aceza q’ei bambiarras da festa!
Tamãe se vieres despuis do dêa 19 possa q’ei luzinhas dei bambiarras já teijam toudas acendidas, é q’istiâno a coiza atrasou-se p’mêdo q’ui barcos que traziam ei lâmpadas de côres avariou. P’lo menos foi o q’a sinhôra Estudante tava dizendo dei nuticias do telejornal!
Tamãe nã sei de qãe foi a ideia de por a mandar um-ã Estudante já que na Madeira existe bastantes Datôres desempregados! Ah, se vieres nã t’isqueças de trazer um-ãs latas de tinta às côres pa se pintar ei lâmpadas brancas!
Faz atenção p’mêdo nã te pizares ao decer ao pé dei ribeiras do do Funchal ás escuras, canão inda fazes um mamolhão dos cornos! Olha tamãe no terreiro infrente da câmbra do Funchal não tãe infeites, pretanto nã fai míngua passares lá pa daxares os presentes debaixo dos pinheiros que nã existem!
Credo a pessaua fica arregalada e cuzólhes em bico e nã vê ei luzes que tinha uzoutros anus mei nã fai míngua cramar que nã milhora!
Olha Pai Natal do crassão: Vai á cadeia d’Évora e solta o Sócrates , q’agente nã se pode andar a sustentar um malandro daqueles que roibou milhões! Isto só num país de tontos ! Antão um fulano que tãe milhões e o povo a pagar com impostos pa ele tar na cadeia! Ah fortes tapônas e carrolaços q’eu dava nui gajos q’o mandaram pá cadeia o fulano, inda prucima maizo motorista e tudo, cum comerinho, roupa lavada, tv e sei lá que mais!
Olha Pai Natal, tasse-me acabando a tinta a seguir tilfóno-te q’ando o Menino Jazus tiver perto de narcer… assim q’arrebente a bolsa dazáguas a Nossa Sinhóra!

Bum Natal

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