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| foto Berdades |
Hoje tudo se alterou e, mesmo nas próprias estações dos correios, a venda de selos baixou porque as cartas escritas aos familiares emigrados já são raras. O telefone e a internet assim o permitiram.
A propósito, recordo-me duma história verídica que aconteceu comigo durante a minha curta passagem (2 meses) por carteiro aos 19 anos de idade, quando nas férias da escola foi substituir as ferias do carteiro:
Uma senhora já de idade esperava por mim na berma da estrada. A chegada do carteiro era ansiosamente aguardada para comprar um selo que serviria para mandar a carta para a filha que estava emigrada na França. Dei-lhe o selo e a senhora pagou. Depois, pergunta-me com um ar tão inocente:
- E como vou pregar o selo na carta?
Respondi de pronto, indicando a zona do subscrito onde deveria coloca-lo, que pregasse com saliva.
- Ah, mas eu não trouxe! Respondeu-me atrapalhada.
- Olhe, então pregue com cuspo!
-Ah, assim tá bem!
E lá lambeu o selo e colou na carta que depois me entregou avisando:
- Não se esqueça dela no fundo da pasta!
